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Da série - II

A mentira:
“Ainda tenho muito tempo para parar de fumar.”
A verdade:
Este ano o tabaco matará 4.000.000 de seres humanos. Desse total, 1,5 milhões estarão na meia-idade e morrerão, em média, 22,5 anos mais cedo do que deveriam. Considerando 22,5 anos como a média, quantas centenas de milhares de pessoas morrerão ainda mais jovens? Ou seja: talvez você tenha tempo a gastar, talvez não. Mas a verdade é que morrer aos 30 ou 40 anos é um preço terrível a pagar.
Considere, também, que os números acima se referem apenas à morte pelo tabaco. Você pode ser um dos milhões de afortunados que conseguem sobreviver “apenas” com um ataque de coração, um tumor, um pulmão removido, um balão de oxigênio permanente.
Em que cigarro, em que tragada você estará ultrapassando o limite entre uma existência normal e uma vida marcada pela doença? As probabilidades de um fumante do sexo masculino morrer de câncer de pulmão são 22 vezes maiores do que de um não fumante. As chances de morrer de enfisema são dez vezes maiores.
Quanto tempo você ainda tem para parar? Ou será que o cigarro que ultrapassou o limite estava na carteira que você acabou de esvaziar e jogar fora?
(Tradução livre a partir de www.whyquit.com)
Escrito por Artemus às 16h51
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O blogueiro(em recesso) Ribola pergunta:
“Há fumantes que largam e esquecem do cigarro, não pensam nele, no vício, nos prazeres. Será que contar os dias não é pior ? Não faz você ficar lembrando dos bons momentos com o cigarro ?”
E eu respondo em tópicos:
§ Realmente, contar os dias me faz lembrar o cigarro diariamente. Mas, com o passar do tempo, isso deixa de incomodar. Hoje, é uma brincadeira que me faz ficar procurando dados interessantes, como os 400 dias que só apareceram porque ainda não implementei o fumômetro que Repiso me enviou.
§ Em todas as minhas tentativas anteriores, voltei a fumar justamente quando me esqueci do cigarro. Até o dia em que o encontrei, de brincadeira, em um churrasco com os amigos, uma pescaria, uma conversa de mesa de bar. Para mim, o esquecimento é realmente total, ou seja, esqueço também o mal que o cigarro estava me fazendo. Aí, com a memória limpa, volto e tenho que reaprender. Desta vez, portanto, resolvi lembrar de tudo. Vamos ver no que dá.
Escrito por Artemus às 11h10
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400 DIAS!!
Quem é ou foi fumante, sabe o quanto é difícil imaginar um dia inteiro sem cigarro. Uma semana parece uma eternidade. Um mês sem cigarro? Parece uma miragem, um sonho inalcançável.
Eu sempre afirmei que os sete primeiros são os mais difíceis. A guerra mais dura, mais furiosa. Depois, temos a segunda grande batalha, chegar ao primeiro mês. Quem consegue atravessar 30 dias está com um grande handicap para uma parada séria, de longo prazo, talvez definitiva.
Reafirmo: pare por um dia, reúna forças para o segundo. Depois, enfrente o inferno do terceiro dia, o pior na minha opinião. Daí para frente, ganhe uma batalha por dia.
Depois do terceiro mês, a gente acaba esquecendo de contar, se sente mais tranqüilo, mais relaxado. Por isso, não há tanto mérito em chegar aos 3 dígitos, ao primeiro ano, e assim por diante.
Tudo isso é verdade. Mas amigos, eu estou muito satisfeito com essa data: 400 dias é uma contagem linda, não é? Tá lá no fumômetro e é verdade inteirinha, sem um escorregão, sem uma tragadinha no caminho.
400 dias...
Quatrocentos dias sem fumar um cigarro.
Escrito por Artemus às 18h35
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