CIGARRO E SILÊNCIO - I
   



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Rumo ao recorde!

 

Uma data histórica está se aproximando. Para mim, vale mais que natal, passagem de ano ou qualquer outra celebração de calendário. Sou ateu, não gosto de farra, não tenho paciência para lista de promessas. Hoje em dia, só quero me prometer o que dá pra cumprir, então nem pra isso o fim de ano me serve.

 

Minha data histórica é 25 de janeiro, quando completo um ano sem cigarro. Desde que atingi a maioridade - e já vai tempo! - eu não consigo ficar um ano inteiro sem cigarro. Será meu recorde dos recordes. E as dúvidas começam a me assaltar:

 

§       Devo criar alguma contagem regressiva para um momento tão importante?

§       Como será a ansiedade nesses vinte e poucos dias que restam até lá?

§       Meu subconsciente tentará algum golpe baixo para não passar esse vexame? Na noite de natal ele já andou pondo as manguinhas de fora...

 

E, principalmente...

 

Qual será a musa que dará as boas-vindas ao segundo ano livre do cigarro? Vejam que a relação de minhas convidadas tem nomes de peso: Lauren Bacall, Marilyn Monroe, Anne Bancroft e, antes de ontem, Nastassja Kinski. Pra competir com esse time, tenho que escolher a dedo...

 

 



Escrito por Artemus às 16h44
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Os perigos das festas...

 

Dia de natal com a família. Quem já leu Lispector sabe no que vão dar, invariavelmente, essas celebrações íntimas: em desavenças. Torcemos sempre para que sejam mínimas e não empanem o brilho do momento.

Pois bem. Meu cunhado, que não fuma há sete meses  - segundo ele, seguindo meu exemplo – tem um pequeno desentendimento com minha irmã. O que ele faz? Pega um cigarro, acende, faz pose de vítima como se dissesse à minha irmã: “Você está vendo? Estou fumando por culpa sua.”

 

Armei um circo. Disse a ele que o próximo cigarro seria dividido comigo, que todos teriam responsabilidade pela quebra de meu fumômetro. Foi uma consternação geral, e acho que, pelo menos ontem, consegui evitar que meu cunhado fumasse o segundo cigarro. Mas sou pessimista nesses casos, como vocês sabem. Depois de ter fumado um, as chances de recair são enormes. Viu, Leumas?

 

Quando a festa acabou, com os ânimos serenados (o casalzinho numa boa...), fiquei pensando com meus botões: que inveja daquele cigarro! Que vontade de fumar junto com ele! Que vontade eu tive de que ele fumasse o segundo, para que eu tivesse o melhor dos álibis para fumar um cigarro no Natal!

 

Amigos,  depois dessas é que eu concluo que continuo tão fumante quanto antes...

 

Mas não fumei, então... 11 meses!! Viva nós!! E sem querer desmerecer ninguém, aí está Nastassja Kinski. Minhas musas são peso pesado, não são?



Escrito por Artemus às 15h05
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