CIGARRO E SILÊNCIO - I
   



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Os tempos mudaram...

 

Depois de dias, eis que volto a dar sinais de vida. E aproveitei a imagem de Bogart e Bacall, símbolos de uma época em que fumar era de bom-gosto, para retomar um tema que, vira e mexe, aparece nos blogs. Estou falando daquela terrível sensação que assalta o fumante nos primeiros dias de abstinência. Na primeira semana, por exemplo. De repente, parece que a razão de nossa existência é o cigarro. Que nada dará certo em nossas vidas profissionais ou pessoais sem uma tragada comemorativa ao final.

 

Leumas, se não me engano, foi a última “vitima” desse truque de nosso subconsciente. Tinha a ver com o conserto do carro, que saiu bem mais caro que o previsto. Leumas tinha parado numa fase especialmente difícil e estava se perguntando: “Caramba, não me faltava mais nada! Agora, além do problemão, nem posso fumar um cigarro para extravasar?”

 

Que truque sujo, não? Como se, voltando a fumar, ficasse mais fácil resolver o problema. Mentiras que nos pregamos para adiar a decisão de parar. Caímos nelas algumas vezes, até que damos um basta e vamos de cara limpa, custe o custar. É aí que percebemos que:

 

Qualquer época é uma época difícil. Sempre arrumaremos uma desculpa para parar na próxima semana, no próximo mês... Problemas não faltam, companheiros, e a dependência sempre dá um jeito de descobrir um para nos lembrar;

 

Com cigarro, sem cigarro, os problemas estão aí. Estavam antes, estarão depois. Podemos resolvê-los fumando ou não. Em outras palavras, cigarro é absolutamente dispensável para qualquer circunstância de nossas vidas.

 

Por que estou fazendo esses comentários? Por uma grande razão: aproximam-se os sete meses de cara limpa. Como todo mundo, também parei numa época difícil de minha vida. Stress, tensão... Em vários momentos, também me questionei sobre a possibilidade de voltar a fumar e parar numa hora mais adequada. Mas, desta vez, usei uma lógica perversa a meu favor: me convenci de que a barra estava tão pesada que a briga com o cigarro podia até me distrair um pouco e, de quebra, melhorar a auto-estima.

 

Resumo da opera: os tempos mudaram, amigos. Depois de quase sete meses, como os tempos mudaram! Nos últimos 30 dias, fui 3 vezes à Bahia para discutir um projeto profissional maravilhoso. As coisas estão muito bem encaminhadas, tanto que, na próxima semana, irei a Porto Alegre avançar nas discussões. Depois, São Paulo.

 

A pergunta que fica é: o que o cigarro teve a ver com isso? Absolutamente nada. E, definitivamente, se não fumei um cigarro para extravasar a frustração seis meses atrás, não vou fumar agora para comemorar.  

 

Digo e repito: cigarro não tem nada a ver com vida, amigos. E para finalizar: sim, os tempos passaram. Mas como ela era linda!



Escrito por Artemus às 11h21
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Distante, mas firme!

Pois é. Aquela história de ir à Bahia rendeu mais do que eu esperava. De lá para cá, já foram duas viagens e mil projetos. Esperemos que tudo corra conforme o previsto. Afinal, 2 anos de pasmaceira e mediocridade, ninguém merece.

 

Voltando ao blog, mas que preguiça generalizada, hein? Dei um giro rápido pela vizinhança e vi que, por incrível que pareça, o último a ser atualizado foi o meu!! E olha que não sou exemplo pra ninguém ultimamente.

 

O importante é o seguinte: o fumômetro está ativo. O tempo está passando. E eu não tenho me lembrado do cigarro ultimamente. Por irônica coincidência, há três dias um amigo me trouxe um pedacinho de fumo de rolo piracanjuba. Pra quem conhece do assunto, trata-se de um dos melhores fumos do Brasil. Agradeci (comovido com a lembrança, de verdade) e trouxe o pacotinho para casa. Ele está me olhando agora, em cima da mesa. Mas ambos sabemos que não há mais como voltar à velha amizade.

 

Espero voltar logo ao blog para dar uma boa notícia a todos que torcem por mim e sabem de minhas dificuldades dos últimos meses. Sem estabilidade fica difícil, meus amigos.

Mas as coisas estão mudando. Tudo indica que sim. Axé!



Escrito por Artemus às 10h25

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