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Data importante!
Passando de passagem, pois estou cheio de trabalho. Mas não poderia deixar de vir aqui hoje, né?
Compadres, olhem lá no fumômetro!
150 dias
3.000 cigarros não fumados
Caramba, deixei de fumar 3.000 cigarros! Assim que tiver tempo, vou fazer um post sobre aquela história de tempos difíceis, lembram? Quando parecia que não havia solução à vista a não ser... fumar um cigarro.
Como as coisas mudam!
Escrito por Artemus às 15h41
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Quanta indolência!
Estou sentindo um clima de preguiça generalizada, ninguém insere nada novo. Bem, então lá vou eu, pra não deixar passar em branco.
Lembram que eu havia pedido sugestões de temas para continuar o blog num ritmo legal, sem cair na mesmice? Pois é, andei pensando em alguns e me ocorreu o seguinte: “Meu momento de maior fissura”. A idéia é que cada um fale de um momento particularmente difícil com o cigarro e de que maneira conseguiu se livrar dele. E por que isso? Tenho a impressão de que, no caso daqueles que ainda estão na fase pesada, começando a se desintoxicar, isso pode ter um efeito positivo. Afinal, nosso momento atual sempre parece melhor do que aquela fissura pesada. Aliás, qualquer coisa é melhor do que um momento de desespero pelo cigarro.
Então lá vou eu, pra dar o exemplo. Parei de fumar no dia 25 de janeiro de 2005. Um dia besta, depois das festas de fim de ano. A idéia era “me pegar de surpresa” num dia qualquer, sem criar grandes expectativas. Então parei no dia 25 e fiquei, como costumo dizer, em estado de choque por uns 3 dias. Aí, como diz o Leumas, meu “sub” caiu na real. E armou uma tocaia.
Dia 31 de janeiro: festa de aniversário do chefe de minha mulher. E lá se vai o Artemus para o tal jantar de confraternização, não sem antes passar na farmácia e comprar um arsenal: gengibre, pastilhas valda e o que mais viesse. Companheiros... Quando me sentei à mesa e o garçom passou oferecendo salgadinho, surtei. De uma hora para outra, parecia que o mundo só fazia sentido com um cigarro entre os dedos.
Fiquei no limiar do pânico. Me bateu um acesso de fúria e, ao mesmo tempo, de verborragia. Acho que falei durante umas duas horas sem parar, talvez para não pensar no cigarro. Acabei com os estoques de ardrak e valda (sim, em duas horas!) e, depois, entrei em estado de catatonia. Mais ou menos assim: voltei para casa calado, passando mecanicamente as marchas, liguei a televisão e me deitei em posição de morto no sofá. E assim fiquei, completamente exausto.
Na manhã seguinte, me senti estranhamente aliviado. De alguma forma, eu tinha certeza de que, por mais duro que fosse o dia, não seria pior do que a véspera, que eu havia enfrentado e vencido. Aí eu descobri que, se é difícil resistir a uma crise de abstinência pesada, por outro lado a sensação de sair dela é muito reconfortante.
Resumo da ópera: o maior estímulo à nossa decisão de parar de fumar é haver resistido a uma grande crise de abstinência.
Escrito por Artemus às 23h37
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Tudo sob controle!

Caros amigos, o post sobre o galo e o cachorro foi dirigido aos companheiros que estão começando a batalha agora: Leumas, Repiso e quem mais se habilitar.
Repiso, fique tranquilo, não fumei. Mas estou muito atento a este meu momento atual. Não quero brincar com fogo novamente, sacou? No seu blog, você me perguntou se, nesta fase atual, eu não penso mais no cigarro do que se não tivesse o blog. É exatamente isso! Eu quero pensar mesmo no cigarro para me manter atento, e o blog é minha ferramenta para isso. Se eu não tivesse o blog, provavelmente já teria experimentado um palheiro numa pescaria qualquer. E daí por diante, o caminho seria o mesmo de sempre...
Escrito por Artemus às 12h21
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